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A Igreja só acabou de nascer, só foi inaugurada e mostrada ao mundo no dia de Pentecostes, quando a comunidade dos discípulos de Jesus, recebendo o dom do Espírito Santo, se transformou em movimento missionário. Sem o dom do Espírito Santo, a Igreja não existiria. A Igreja é, ao mesmo tempo, o corpo de Cristo e o templo do Espírito Santo. È o que nos mostra o livro dos Atos dos Apóstolos. Lucas narra não apenas um Pentecostes, mas quatro Pentecostes sucessivos: o Pentecostes da inauguração da Igreja (cf. At 2,1-12) ; o Pentecostes da Igreja de Jerusalém (cf. At 4,31; o Pentecostes da entrada dos gentios na Igreja (cf. At 11,15); e o Pentecostes da Igreja de Éfeso (cf. At 19,1-6).
Com a narração desses quatro Pentecostes, Lucas mostra que o dom do Espírito Santo acontece em toda a vida da Igreja. A Igreja não nasce de baixo. Nasce do alto. Ela é graça. È dom do Espírito Santo. A Igreja não existe sem o Espírito Santo. Quando a comunidade envia Paulo e Barnabé em missão, diz o livro dos Atos que eles foram enviados pelo Espírito Santos (cf. At 13,2). Quando Ananias e Safira mente à comunidade e são castigados de morte, afirma o livro dos Atos que eles mentiram ao Espírito Santo (cf. At 5,3). Mentir, pois à Igreja é mentir ao Espírito Santo. A assembléia dos Apóstolos, chamada de primeiro concílio, termina com essas palavras: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós determinar o seguinte...” (cf. At 15,28). Quando a igreja determina, é o Espírito Santo quem determina.
A Igreja, que nasceu católica em Pentecostes, porque nasceu missionária, é levada, através da missão, às diversas partes do mundo. Por isso mesmo, a missão é a mais importante causa da Igreja. É a causa das causas, porque está ligada ao projete salvífico de Deus. Segundo o Decreto Ad Gentes do Vaticano II, a missão é a expressão do desígnio savífico de Deus. É a realização pública da historia da salvação.
Dom Benedito Beni dos Santos
Bispo Diocesano de Lorena |
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