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O Sacerdote e a Missa - O que é a Missa?

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A santa Missa é a comemoração e a renovação do sacrifício com o qual Jesus ofereceu a si mesmo, vítima inocente e de infinito valor, a Deus Pai, pela redenção da humanidade. Essa oferta foi consumada com a sua morte na cruz.
Jesus mesmo instituiu a Missa na última ceia, véspera de sua morte, revelando a natureza do seu sacrifício: “Isto é o meu corpo por vós oferecido; este é o cálice do meu sangue, derramado para o perdão dos pecados”.
Ao confiar aos Apóstolos a celebração, indicou que ela devia ser feita em sua memória, isto é, “recordando a sua morte”, como ensina São Paulo (cf. 1Cor 11, 26). Mas a Missa não é só lembrança, mas renovação do sacrifício da cruz, pois o sacerdote principal que, na Missa oferece o sacrifício redentor, é sempre Jesus. Ele também é a vítima.

O sacerdote celebrante exerce uma tarefa instrumental. É na condição de instrumento que ele diz: “Isto é o meu corpo; este é o cálice do meu sangue”. Sendo único o sacerdote e idêntica a vítima oferecida, o sacrifício da cruz e o da Missa são o mesmo sacrifício. O modo porém como se realiza é diferente: na cruz, houve efusão de sangue; no altar, em que se celebra a missa, a vítima é oferecida sem efusão de sangue.

Existem ainda outras diferenças entre o sacrifício da cruz e o sacrifício do altar. Na cruz, Jesus sozinho era oferente e oferta, pois, com sua morte na cruz, a Igreja estava apenas nascendo. Na Missa porém o oferente e a oferta são ainda Jesus, mas com todo o seu Corpo Místico, que é a Igreja. Ainda mais, com o sacrifício da cruz, Jesus, o Redentor, alcançou para os seres humanos toda graça e redimiu a culpa de todos. Enquanto que, na Missa, são distribuídas à Igreja e a toda humanidade os dons salvíficos que Cristo realizou na cruz. Na Missa, a redenção que Ele operou na cruz é aplicada a todo o gênero humano.

Em cada celebração da Eucaristia, logo após a consagração do Pão e do Vinho, que se tornam sacramentalmente o Corpo e o Sangue do Senhor, o sacerdote exclama: “Eis o mistério da fé”. A Missa nos coloca pois diante de um grande mistério: “Deus tanto amou o mundo que nos entregou o seu Filho único”. Diante deste mistério, a nossa primeira a atitude deve ser o “enlevo”, como diz o Papa na encíclica Ecclesia de Eucharistia, o arrebatamento, a adoração.

Dom Benedito Beni dos Santos
Bispo Diocesano de Lorena

 


 
 
 
 
 
 
 
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