HISTÓRIA SÃO FRANCISCO DE PAULA

 
 


Seu Tempo

O século XV foi o século do Renascimento Humanista. Em meio ao florescimento das artes, da literatura e da cultura greco-romana, a sociedade submerge em época de grande depravação moral e ceticismo religioso. Destas influências não escapa nem mesmo a Igreja.

A Itália era a que mais sofria as conseqüências negativas da efervescência renascentista. O sul da península era particularmente agitado por contínuas discórdias, intrigas e guerras entre os pretendentes e herdeiros do poder. O povo sofria as conseqüências da má administração pública e de todo tipo de exploração, entregue a mais triste miséria material e espiritual.

Neste contexto histórico é que vem à luz FRANCISCO DE PAULA, que com o testemunho de sua vida extremamente penitente e o brilho de seus prodígios aponta caminhos de transformação os quais o mundo e a Igreja estavam precisando.

“Muitos iam a ele e ele falava-lhes de coisas divinas e repreendia-os por sua conduta de modo que trouxe muita gente no bom caminho ... e todos partiam dele contentes e admirados de sua vida.”

discípulo anônimo

Sua Vida

Giacomo D’Alessio e Vienna de Fuscaldo formavam um humilde casal que vivia na cidade de Paula, na região da Calábria, sul da Itália. Devotos de São Francisco de Assis, pediram-lhe a graça de ter um filho, que foi alcançada em 27 de março de 1416, quando nasceu lhes um menino. Em cumprimento à promessa ao santo de Assis, o menino foi batizado com o nome de Francisco.

Aos 12 anos, o menino Francisco foi levado por seus pais ao Convento Franciscano de São Marcos Argentano, como forma de cumprir uma outra promessa que haviam feito a São Francisco de Assis por tê-lo curado de uma enfermidade quando era recém-nascido. Ali Francisco permaneceu por um ano, vestindo o hábito dos frades e acompanhando a vida e a espiritualidade deles.

Depois de passar este ano no convento, Francisco retornou à sua casa. Pouco tempo depois, Francisco e seus pais fizeram uma peregrinação aos lugares santos de seu tempo: Roma, Assis, Loreto, Monte Luco e Montecassino. De volta à Paula, Francisco pediu a seus pais licença para se retirar buscando viver em solidão e em íntima união com Deus nas montanhas.

Começa assim uma vida de austeridade, entregue totalmente à contemplação e à penitência. Logo aparecem seus primeiros seguidores: três jovens, que passaram a morar na pequena gruta onde Francisco vivia. Enriquecido por Deus pelo dom dos milagres, sua fama estendeu-se por toda a Itália, onde iam sendo fundados vários conventos.

Em 1483, o Papa Sisto IV mandou-o ir à França para curar o Rei Luís XI que se encontrava gravemente enfermo. Francisco obedece e aos 67 anos deixa para sempre a Calábria e dirige-se à corte francesa.

Sem nunca ter abandonado seu estilo de vida penitente e sua contínua união com Deus, Francisco morreu aos 91 anos no dia 2 de abril, Sexta-Feira da Paixão, do ano de 1507. São Francisco de Paula foi declarado santo pelo Papa Leão X em 1º de maio de 1519.

“Sempre brotavam de seus lábios palavras edificantes e consoladoras, de modo que todos os que dele se aproximavam sentiam-se tocados no coração pelas suas palavras, cheias de Espírito Santo”

Processo de Canonização de Tours (testemunha 6)

 
 

Ordem dos Mínimos
Sua Espiritualidade

Desde o começo de sua existência, os Mínimos precisaram, como qualquer outra sociedade humana, de uma regra que pudesse resumir os ideais de seus membros. São Francisco de Paula propôs a seus filhos um código espiritual que refletisse o novo tipo de vida que os convidava a viver.

Os primeiros estatutos da Ordem foram aprovados em 1493, sendo a aprovação definitiva obtida em 1506. A Regra proposta por São Francisco de Paula é um pequeno código composto por 10 capítulos. Em sua introdução há um duplo chamado: um chamado geral à pratica cristã dos mandamentos e outro específico à vida dos Mínimos. São Francisco assim define a intenção que deve ter os que desejarem entrar em sua família: “aqueles que se sentem chamados a viver uma quaresma perpétua e uma penitência maior...”.

A espiritualidade dos Mínimos é marcada por 3 aspectos evangélicos: a HUMILDADE, a PENITÊNCIA e a CARIDADE. O ideal evangélico da conversão resume a proposta espiritual da Ordem dos Mínimos.

A Ordem dos Mínimos hoje é formada por 3 ramos:
• A Ordem Primeira: sacerdotes e religiosos;
• A Ordem Segunda: monjas mínimas de clausura;
• A Terceira Ordem: leigos cristãos.

“A Ordem dos Mínimos se propõe dar particular e cotidiano testemunho de penitência evangélica com vida quaresmal como total conversão a Deus, íntima participação à expiação de Cristo e chamado dos valores evangélicos do desprezo do mundo, do primado do espírito sobre a matéria, da urgência da penitência, que comporta a prática da caridade, o amor, a oração e a astese física”

Constituições da Ordem nº 3

Vocações

“E imediatamente deixando suas redes, eles o seguiram”
Mc 1, 8

VOCÊ ...
... também é chamado a viver no mundo de hoje o carisma deixado por São Francisco de Paula, sendo mais um a se doar pela transformação da sociedade em direção a uma vida mais justa e fraterna no amor de Deus e aos irmãos. Venha juntar-se à FAMÍLIA MÍNIMA!!!